Sabe aquela dorzinha no estômago, não são as borboletas, e sim o inverso delas, você sente aquela vontade enorme de vomita-las, mas elas não querem sair de você, e então essa dor sobe até seu coração, e ele bater é só questão de sobrevivência porque nada mais existe dentro de você, você é apenas um vazio, um moribundo, então tem a sensação de andar, pisar, e não sentir nada, anestesia do corpo, a sua fala, é apenas por obrigação, porque tudo o que você quer é ficar calado, e ignorar a voz dos outros a sua volta. Você quer seu quarto escuro, fechado. Sua respiração existe porque seu corpo te obriga a respirar. Seus pés, pernas, braços, mãos, são dormentes, mas nada é pior do que a dor de um coração baleado…
Bala
Talvez a gente se conheça de novo um dia…
E talvez meu coração já não seja mais seu,
tenha aprendido que amar e ser amado são coisas difíceis;
Que amor não se implora e não é fácil de achar.
E que se não acontece naturalmente, vai embora repentinamente.
E entenda que é difícil, mas quando é de verdade, não queima, aquece.






